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Arapuá - MG

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História


Data: 28/06/2017 16:00 A+ A-


De chapéu de Marinheiro, à “Abelha Arapuá no jatobá .”

Nos dá conta a história de que o nome da região originou-se inicialmente pela alcunha de Marinheiro, considerando o formato da região, que lembrava um autêntico chapéu do tripulante dos altos mares. Um antigo, majestoso e hoje sem qualquer dúvida, raro jatobá, teve também coadjuvante participação na definição do nome que mais tarde viria a batizar o local.

Abrigava-se nas sombras e galho, da quem sabe centenária árvore, uma enorme colméia de nome até então desconhecido para os poucos fazendeiros moradores da região. Na controvérsia do então incerto nome daquela desconhecida abelha, Ira-porã , Arapuã, Arapuá, que se referiam a tal imensa colméia decidiram-se os poucos residentes, após consideradas e prolongadas ponderações, pela escolha do último nome, talvez pela clareza e singeleza da pronúncia , A R A P U Á . Ah, estava definido e acertado em cheio, o correto nome da desconhecida e intrusa abelha, que passou também a emprestar o nome para o minúsculo povoado que se iniciava.

Não obstante da designação do claro, mas incomum nome, a região viria rapidamente a se tornar conhecida . Mas é óbvio, que a ajuda de um Santo é sempre bem vinda, e esta não tardaria pelo empenho dos então devotos de S. João Batista, mais tarde o padroeiro definitivo da cidade, e assim surge a primeira doação de terras ao patrimônio, que teria partido do Senhor Luiz Cassiano da Silva, doada por palavra, que era tão valiosa quanto qualquer documento.

Doou ao Santo São João Batista, meia quarta de terras junto ao jatobá. Daí, terra doada ao Santo, partindo do jatobá da abelha Arapuá, tudo conspirava em torno do nome, e assim eis que inicia o São João Batista do Arapuá . Esta 1ª. doação teria ocorrido por volta de l.851, e foi logo seguida por outra doação ao Santo do mesmo nome, pelo fazendeiro Francisco Barbosa.

Surgia assim o povoado da Vila de São João Batista de Arapuá, e outras doações de terras seguiram também o curso de doações pelos fazendeiros locais, para a formação do patrimônio de São João do Arapuá, como passou a ser mais referido. Mais tarde, outros proprietários de terras que faziam divisas com os limites do terreno demarcado para o crescimento da Vila Arapuá, doaram também pequenas áreas de terras, agora já doados para o patrimônio do novo distrito de Arapuá, não mais para o Santo.

Entre outras, houve doações até por volta de l.923 nas quais tiveram participações os Srs. Antonio Gonçalves de Oliveira, José Gonçalves de Melo, Eduardo Augusto de Medeiros e suas esposas. Coube ao Sr. José Luiz de Moura, ser o doador de uma nascente de água oriunda das Fazendas Salgado e Fradiques, para o abastecimento de água da população do novo distrito de Arapuá.

Assim, estava o novo distrito criado pela Lei 843 de 07/09/1923 . Ainda desta data, até a emancipação do Município pela Lei 2.762 de 30 de dezembro de 1.962 , o distrito de Arapuá pertenceu ao Município de Rio Paranaíba, anteriormente chamado de S. Francisco das Chagas do Campo Grande.

A solenidade oficial de emancipação e elevação de Arapuá a condição de cidade, ocorreu em 1º. de março de 1963. Houve nesse ínterim a figura de um intendente nomeado pelo Governador do Estado, que nomeou o o Sr. José Francisco Brandão para administrar a cidade até a eleição do primeiro Prefeito do Município, Sr. João Veloso de Almeida, que exerceu o cargo de 01/09/63 a 31/12/66 : Atual Prefeito, Sr. Geraldo Medeiros, neto do então doador de terras de 1.923 e fundador da primeira “Casa de Escola “ do vilarejo, Sr. Eduardo Augusto de Medeiros, nesta gestão assumiu o cargo pela segunda vez, tendo sido Prefeito de 01/01/83 a 31/12/88. Partido PR.